Gigeresque
Este vai ser breve. Quem quer que veja este Post, visite www.giger.com. E digam, se em toda a escuridão e perversão de uma mente perturbada não existe beleza sem limites.
Um dia acordei e disse: merda, preciso de um cérebro novo.
Este vai ser breve. Quem quer que veja este Post, visite www.giger.com. E digam, se em toda a escuridão e perversão de uma mente perturbada não existe beleza sem limites.
No outro dia tive uma revelação. A caminho de casa, depois de uma noite de bubadeira, cheio de tosse da merda do tabaco, começei a tossir à parva, estava exausto, resultdo: gregoriei-me pela rua fora. Caí de joelhos, ficando a centímetros do meu próprio grego, a tosse não parava, chovia e estava encharcado. Sem forças para me levantar, senti-me no fundo do poço (já agora, os meus amigos todos estavam na discoteca em que me barraram a entrada). A revelação foi esta: eu não sofro pelo que não tenho, ou por não gostar daquilo que eu tenho. Eu sofro, horrivelmente, pelo medo de perder aquilo que EU TENHO. Os meus dias são feitos deste medo, não penso noutra coisa. Então percebi, ali, de joelhos, no fundo do poço, que é ali que eu pertenço. Só não vou ter medo da perda se não tiver nada para perder. Só serei feliz na infelicidade. É assim que eu vivo, e, como eu, muita gente deve haver...
Pus-me a pensar. Velhos amigos, novos amigos, velhas paixões, novas paixões, velhos inimigos... bem não faz sentido pensar em novos inimigos, porque os inimigos são para sempre. Ao contrário dos amigos e das paixões, que vão e vêm (fora os/as verdadeiramente importantes) os inimigos são para a vida. Será assim tão mais fácil odiar do que amar. Eu penso em alguns velhos amigos e é assim que penso: velhos, estão no passado (embora haja amigos mais velhos que se mantém mais do que alguns mais novos), por outro lado os inimigos apetece-me sempre cortar-lhes a garganta ou dar-lhes um tiro na cabeça (gooooooood, let the hate flow through you!). Isto dá que pensar. Porque é que não cago para quem só merece a minha merda, e não tento reatar amizades que foram importantes e à muito perdidas?
Tenho uma informação muito séria para dar. O nosso país está a ser alvo de uma invasão hostil. Uma invasão sielenciosa, que afecta a cabeça das pessoas quase sem darem conta. Tudo começou com os tunners, nos seus carros mega quitados. Os ginásios também caíram rapidamente. Mas agora a invasão cresce a um ritmo exponencial. Falo é claro das... CAGANEIRAS (Niiii!). Que raio é que são aqueles rabichinhos de cabelo na parte detrás da cabeça? Tudo começou nos mega-chungas, depois passou para os nano-chungas. A seguir cederam os cabreiros, e, agora, desde o mais jovem até aos mais velho as caganeiras espalham-se como a peste. Até um amigo meu já foi atacado numa ida ao cabeleireiro, mas corajosamente enfrentou as vis colaboracionistas (cabeleireiras). Chegou o dia em que todos olharemos para a tosquiadora como a nossa salvação, com cabelo rapado não pode haver caganeira... Mas o Senhor das Caganeiras é astuto, e uma invenção terrível, cruel e revoltante ameaça-nos, os rebeldes: as... EXTENSÕES DE CABELO (Niiii!). Então eu caio, qual Che Guevara capilar, a inevitável caganeira chegará.
Um dia disseram-me: procura ajuda. Tudo bem. Um dia disseram-me: procura MAIS ajuda. Tudo bem. E um dia disseram-me: vai-te foder, toma lá uns comprimidos.